Fêmea número 1 do Brasil - CBKC 2007 - Revista Cães e Cia.

Branco como a neve, esse gracioso cão italiano é um sucesso crescente no nosso país. Saiba em detalhes como é conviver com ele. Vivendo um período de glória no Brasil, o Maltês vem conquistando espaço cada vez maior na cinofilia nacional. Em 1996, entrou para o grupo das vinte raças com mais nascimentos registrados ao ano. Em 1999, estava entre as 15. Em 2000, já estreava no concorrido rol das dez mais. De lá para cá continua caminhando rumo ao topo. Seu nome não significa que ele é originário da ilha de Malta, porque o adjetivo “Maltês” vem da palavra semítica “màlat” que quer dizer refúgio ou porto; esta raiz semítica se encontra em todo uma série de nomes de lugares marítimos; por exemplo o nome da ilha Adriática ilha da Méleda, a cidade Siciliana de Melita e também o da ilha de Malta. Os ancestrais deste pequeno cão viviam nos portos e cidades marítimas Centrais do Mediterrâneo onde caçavam camundongos e ratos que se encontravam em profusão nos armazéns dos portos e nos porões dos navios. Na lista de cães existentes na época de Aristóteles (384- 322 A.C.) ele menciona uma pequena raça para o qual atribui o nome latino de “canes malitenses”. Este cão era conhecido na Roma Antiga; companheiro favorito das matronas, foi elogiado por Strabon, poeta latino do Primeiro Século A.D.. Representações do Maltês por numerosos pintores da Renascência mostram este pequeno cão nos salões da época, ao lado das belas damas daquele tempo.